A importância da segunda safra de milho no Brasil

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O Brasil vem se destacando na cadeia do milho e hoje é o terceiro maior produtor mundial e, seguramente, já possui um papel significativo como fornecedor global do cereal. Uma coisa foi determinante para nosso novo posicionamento: a segunda safra do milho, ou como chamamos por aqui, a safrinha. Mas muito se engana quem acha que ela é pequena e insignificante na composição dos números brasileiros. No artigo de hoje, vamos conhecer a importância da segunda safra de milho no Brasil e tudo o que ela representa.

O que é o milho segunda safra? Quando a safrinha inicia?

Até meados dos anos 1970, o Brasil possuía apenas uma safra de milho, mas isso mudou na safra de 1978/79. Os produtores viram a possibilidade de aproveitar a terra “parada” pós-safra de soja e iniciar uma nova safra de milho para atender às necessidades do consumo interno, como a suinicultura e a avicultura.

Por definição da Embrapa, o milho de segunda safra é aquele cultivado sempre depois da safra de soja, com início do plantio entre janeiro e abril. Se antes a safrinha era vista de forma despretensiosa e tinha números tímidos, hoje essa realidade é completamente diferente. Confira a seguir como a Safrinha assumiu o protagonismo na cadeia do milho brasileira.

Produtividade na primeira safra x produtividade na segunda safra de milho

Os últimos vinte anos foram de crescimento das áreas cultivadas com o milho de segunda safra: 4 vezes, consolidando o cultivo em sucessão à soja.

Na safra 1999/00 tínhamos 2,90 milhões de hectares de 2ª safra, o que representou 23% da produção total. Vinte anos depois, os números praticamente inverteram e a produção da segunda safra representou 74% da produção, com 13,75 milhões de hectares que receberam a produção da segunda safra do milho, o que representa um crescimento de mais de 10 milhões de hectares a mais no cultivo em sucessão da soja.

Safrinha de milho é exemplo de produção sustentável no Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo utilizando apenas 2,2% de todo o território nacional e 25% das áreas de preservação ambiental (cerca de 218 milhões de hectares) estão dentro das propriedades rurais. O cultivo do milho em 2ª safra possibilita a manutenção de áreas protegidas, uma vez que o aumento na produção do grão não se traduz na abertura de novas áreas.

 

6 descobertas que as pesquisas revelaram sobre a safrinha do milho

A produção do milho em segunda safra no Brasil é resultado de intenso trabalho de pesquisa, que levou em consideração alguns fatores:

  1. O sucesso do cultivo após a safra de soja: atualmente, o milho é cultivado de forma predominante em sistema que sucede a cultura da soja, em uma mesma área.
  1. Ciclos mais curtos do cultivo de soja: o desenvolvimento de cultivares de soja com ciclos mais curtos, contribuiu para melhor aproveitamento das janelas de clima.
  1. Mais tolerância sobre o estresse hídrico: o melhoramento genético do milho também permitiu o desenvolvimento de variedades que toleram a falta de chuva ao longo do ciclo.
  1. A importância do zoneamento agroclimático de risco: outra ferramenta essencial foi o ZARC, que delimitou os períodos para semeadura, de acordo com aspectos edafoclimáticos da região.
  1. Genética para altas produtividades: além da tolerância à seca, as melhorias em genética também possibilitaram altas produtividades mesmo em períodos de condições menos favoráveis para o cultivo.
  1. Predominância da 2ª safra: todos esses fatores possibilitaram a implementação de mais de uma safra anual em uma mesma área, com elevados ganhos de produção e lucratividade.

Para saber mais sobre a cadeia do milho, leia os outros conteúdos que preparamos para você aqui no blog Somos Milhões. Siga o Instagram da Nidera e tenha acesso a conteúdos exclusivos postados por lá.

Fonte:

Markestrat com base em Conab. 

Embrapa; Embrapa;

Canal Rural

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